domingo, 11 de agosto de 2013

O que farei?


Como posso matar um sentimento que me preenche,  que tomou conta de mim, e é mais do que uma parte vital do meu ser, pois a esta altura já é toda a plena extensão deste meu ser?

E não sei essa resposta, e confesso que tenho tanto medo de saber, pois que se esse sentimento é o que me mantém viva, se eu tentar — como aliás já estou tentando — lutar com ele com certeza irei adoecer, e se chegar a matá-lo, com ele irei também morrer...

E se não o mato, não viverei em paz, e se o mato, aí já não viverei mais — eis aí o meu grande e atual dilema, que me lança numa confusão mental e emocional até então sem precedentes, que me lança também mais uma vez na mais profunda e terrível escuridão dentro do meu próprio ser, dentro da qual já não mais me reconheço, já não sei mais quem eu sou, o que quero e desejo, o que penso, o que sinto e o que eu faço...

E se eu matar esse sentimento que sinto por alguém, se eu matar esse alguém dentro de mim, é como se eu matasse a mim também...

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